Thalita Hamaoui
Thalita Hamaoui (São Paulo, 1981) vive e trabalha em São Paulo. É formada em artes plásticas pela FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado. Iniciou sua carreira na estamparia têxtil, onde estudou cores e formas, desde 2013 se dedica à pintura, em instância primeira ao guache e aquarela, e posteriormente a tinta à óleo. As paisagens que constrói são fantásticas, caleidoscópicas, com sugestões de formas orgânicas e uma luminosidade singular. Na combinação da utilização de tinta a óleo e bastão oleoso sobre tela e linho, Hamaoui elabora um repertório imagético que se repete e se renova, criando um vocabulário próprio dentro das paisagens que se erguem pela tinta. Essas formas estão sempre na iminência da transformação, e provocam movimentos constantes do olhar, projetando uma fluidez sem distinção entre figura e fundo.
Suas telas são normalmente produzidas de maneira simultânea, tomando por completo as paredes do ateliê, criando uma hibridização formal. As paisagens são repletas de vida botânica, uma paleta característica de cores saturadas e pastéis equilibrados a vazios emanam das composições. Hamaoui realiza arranjos repletos de texturas vegetais que não almejam o realismo, são camadas rítmicas de folhagens, flores, frutos, justaposto a construções fictícias, criando um modo de habitar onírico.
Thalita Hamaoui foi selecionada pelo edital do Centro Cultural São Paulo de 2017, realizando “Um Passo Irreparável”, sua primeira exposição individual, e participou do programa de residência artística do Pivô, em 2018. Entre outras mostras solo estão “Nascer da Terra" (2025), Marianne Boesky Gallery, Nova York; “Auroras” (2024), Simões de Assis, Balneário Camboriú; “A terra e o devaneio da vontade” (2023), Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba; “Gaia: seu corpo, sua carne, seu sopro” (2023), Simões de Assis, São Paulo; “Virá” (2022), Simões de Assis, Curitiba; “A Borda do Mundo” (2020), Galeria Nave, Lisboa; “Oferenda” (2019) ateliê Marilá Dardot, Lisboa. Dentre participações em coletivas destacam-se “A World Far Away Nearby and Invisible Territory Narratives in the Jorge M. Pérez Collection”(2025), El Espacio 23, Miami; “Sublime Spirit” (2024), Marianne Boesky Gallery, Nova York; “O mar que eu sou” (2023), Simões de Assis, Balneário Camboriú; “Mãe”, 55 SP Espaço Cama, São Paulo; “Mothering” (2022), Kupfer Project, Londres; “Um retrato para um novo mundo” (2021), Casa da Luz, São Paulo; “Mutirão” (2021), Now here, Lisboa; “The Land of no evil” (2019), Off Shoot Gallery, Londres; Infinitess (2019), Lazy Susan Gallery, Nova York; “Áurea” (2018), LÁFF, Hamburgo e “Procession” (2016), Folley Gallery, Nova York. Possui trabalhos nas coleções: Museu Oscar Niemeyer (MON), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Coleção Ricardo Britto e Coleção Jorge M. Pérez.
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