Sem título, série Vão, 2020

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

154 x 110 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

40 x 60 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

40 x 60 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

Sem título, série Vão, 2020

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

154 x 110 cm

Sem título, série Vão, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

40 x 60 cm cada/each

Sem título, série Vão, 2020

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

126 x 90 cm

Sem título, série Dois?, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 137 cm

Sem título, série Dois?, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

Sem título, série Simbiose Sim, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

126 x 90 cm

Sem título, série Simbiose Sim, 2019

impressão com pigmento mineral sobre papel rag 310g

110 x 165 cm

 

O Vão é uma palavra que dentre os seus conceitos no dicionário pode ser algo desprovido de fundamento, separatista, inútil e um vazio. Contudo, ao que diz respeito a arquitetura o termo vão é uma fenda, uma passagem entre paredes que faz com que o ar e claridade entre. Duas estruturas que sustenta algo, que pode ser remetido como uma ponte ou um portal. Que de modo simbólico pode se entender como uma travessia, tal como a alegoria a Caverna de Platão[1], como a saída do indivíduo a luz para compressão do mundo dito “real”, ao mesmo tempo que novos códigos imagéticos se reconfiguram e se impregnam de enigmas, ao serem captadas pelo olhar. E que se justapõe, em uma comparação a “Filosofia da Caixa Preta”[2], como posto também pela a autora Susan Sontag. Onde a luz se abre do obturador e capta através deste feixe de luz uma interpretação do mundo [3], tal como opera as lentes de André Nacli.

Um obturador que absorve paisagens e lastros de memórias, em um tempo tácito, em que há uma “duração interior”[4], com resquícios de uma reminiscência que se prolonga em um passado, presente[5], ou em um futuro possível, onde há vestígios de um ser que um dia habitou, mas que hoje apenas resta fragmentos ao meio natural. As fotografias de Nacli nos coloca também em um momento pós, em um futuro enigmático. Posto por um presente que insere neste instante de incertezas, e por forças naturais que se mostram em sua total magnitude, principalmente com relação ao homem. Em uma objetiva em que ressoa resquícios estéticos do sublime, ao captar um natural e suas complexidades que adentram antigas habitações em uma simbiose, que transcende o conceito do belo, e se opõe ao racionalismo. Justamente por suas imagens indagar nosso olhar sobre um vazio ontológico, tal como em o viajante sobre o mar de névoa[6], e sua insignificante pequenez do ser humano frente à imensidão da natureza e suas forças[7].

Assim, a exposição Vão, na Simões de Assis adentra no obturador interrogativo de André Nacli, por uma luz que aciona em nosso olhar o tempo, espaço e um ser, mesmo que este, o ser, não seja representado, mas está enquanto essência. Em uma lente que se justapõe conceitualmente entre a pintura e fotografia historicamente entrelaçados na arte e na estética. E nos projetam entre tempos, em jogos alegóricos que caminha em silencio e reinterpreta o mundo. E cria diversos vãos em suas recodificações imagéticas e dentre o conceito do vazio.

 

 

[1] Sontag, Susan. Sobre Fotografia.

[2] Referência a obra do teórico Vilém Flusser. Filosofia da Caixa Preta

[3] Idem.

[4] Bergson, Henri. 1993b, p. 200.

[5] Idem

[6] Caspar David Friedrich, 1817, óleo sobre tela, 94,8 x 74,8 cm.

[7] Argan, Carlos Giulio. Arte Moderna. Companhia das Letras, São Paulo. p, 19.

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