Marcia de Moraes
Marcia de Moraes (São Carlos, Brasil, 1981) desenvolve uma pesquisa centrada na linguagem do desenho. Suas composições podem, à primeira vista, parecer abstratas, mas são construídas a partir de um léxico visual acumulado ao longo dos últimos vinte anos de pesquisa. Este vocabulário de formas tem origem figurativa, mas chegam ao papel liquefeitas e flácidas, afastando-se de qualquer reconhecimento imediato.
A construção do desenho se dá a partir de uma conversa entre artista e trabalho, chegando a um entendimento mútuo das necessidades da composição e atingindo um equilíbrio entre o traço, a cor e o vazio. Estes três elementos são constantemente tensionados ao longo do processo e se organizam em uma hierarquia em constante alternância. É a partir dessa oscilação que cada desenho ganha corpo: o traço e o vazio como espinha dorsal e ossos de sustentação, a cor como a carne que os envolve, e o limite do papel como a pele — o ponto exato em que corpo e desenho se encerram.
Entre suas principais exposições individuais estão “Ponto de Osso” (2024), Instituto Artium; “Matriz” (2022), Galeria Leme; “A Terceira” (2021), CCBB São Paulo; “Elaine Arruda e Marcia de Moraes: Cheio de Vazio” (2014), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; “À Deriva no Azul, Carpe Diem Arte e Pesquisa” (2011), Lisboa, e “Saint Clair Cemin / Marcia de Moraes: Correspondance Bresiliènne” (2011), VL Contemporary, Paris. Foi contemplada com diversos prêmios, entre os quais se destacam o Edital PROAC – Artes Visuais (2022), o Pollock-Krasner Foundation Grant (2016) e o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea (2011). Suas obras integram acervos importantes como a Coleção Swiss Re, São Paulo; Ministério das Relações Exteriores, Brasília e Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP).
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